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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Campeonato Brasileiro ou Torneio Rio-São Paulo?


Os clubes do eixo Rio-São Paulo estão "mandando" no Campeonato Brasileiro de Futebol

Os 6 primeiros colocados são destes dois estados. 

Tudo indica que este subconjunto (8 clubes no total) abocanhará:

1. O campeonato brasileiro;
2. Todas as vagas da Libertadores;
3. O título de artilheiro do campeonato;
4. O título de melhor jogador do campeonato;
5. E o que tiver em disputa.

Um torneio Rio-São Paulo com convidados de vários estados. Precisa mudar.

Mas a grana da TV e dos patrocinadores jorra no eixo Rio-SP e pinga no resto!!! O que fazer???

O resto (a maioria) precisa se organizar. Investir forte na base. Segurar mais os talentos. Estreitar o relacionamento com o torcedor.

Tudo indica que + 2 clubes paulistas subirão da Série B para a A. O eixo Rio-SP terá 10 representantes, a metade. Um cenário ruim para o futebol brasileiro.


Everaldo Júnior
Torcedor do Bahia


 
TimesP J V E D GP GC SG %
1CorinthiansCorinthians3717114229141572
2FlamengoFlamengo341797131191266
3São PauloSão Paulo331710342821764
4VascoVasco331710342520564
5BotafogoBotafogo28178452417754
6PalmeirasPalmeiras281777322121054
7InternacionalInternacional26177552520550
8FluminenseFluminense24168081917250
9CoritibaCoritiba24177373123847
10FigueirenseFigueirense23176561721-445
11CearáCeará22176472427-343
12CruzeiroCruzeiro21176382319441
13BahiaBahia20174852022-239
14Atlético-GOAtlético-GO19175481920-137
15GrêmioGrêmio18164661621-537
16Atlético-PRAtlético-PR16174491725-831
17SantosSantos15154381825-733
18Atlético-MGAtlético-MG151743102233-1129
19AvaíAvaí131734101838-2025
20América-MGAmérica-MG 12172691933-14
23

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Romário e Roberto Dinamite juntos no Vasco


CR Vasco da Gama Campeão da Taça Guanabara de 1986

Na foto estão de pé Paulo Roberto, Moroni, Vitor, Paulo Sérgio, Lira e Donato. Agachados: Mauricinho, Roberto Dinamite, Mazinho, Geovani e Romário.




VASCO CAMPEÃO CARIOCA DE 1987

Em pé: Paulo Roberto, Acácio, Fernando Henrique, Mazinho e Donato. Agachados: Tita, Geovani, Roberto Dinamite, Luís Carlos e Romário.

MANIFESTO DOS DELEGADOS FEDERAIS

Este é um MANIFESTO DOS DELEGADOS FEDERAIS. Mas quem assina é o POVO.

Estamos cansados!

O Brasil tem recursos naturais e econômicos para construir uma grande nação. Falta competência. Sobra ladrão.

País rico é país sem corrupção.


Everaldo Júnior




Nota de Esclarecimento: atuação da Polícia Federal no Brasil
12/08/2011 - 18:31

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.

A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.

Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.

A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.

Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.

De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.

A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.

É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.

No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.

Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.

Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.

A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.


Brasília, 12 de agosto de 2011

Bolivar Steinmetz
Vice-presidente, no exercício da presidência

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Novas regras para TV por assinatura


O Senado aprovou as novas regras para TV por assinatura. A oposição deu o maior "piti"!

A oposição não quer mudar o cenário. É essa a oposição responsável ???

O projeto democratiza a produção e a distribuição de programação.

É um passo à frente.


Everaldo Júnior



17/08/2011 - 08h52
Senado aprova projeto com novas regras para TV por assinatura

O Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei (PLC) 116, que define o novo marco regulatório para o serviço de TV por assinatura no país. 

De acordo com o projeto, as empresas de telecomunicações poderão passar a transmitir conteúdos de TV a cabo. Essa possibilidade vinha sendo defendida, entre outros, pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

O texto também estabelece a exigência de que os canais fechados incluam, em suas programações, espaços mínimos para produções locais, regionais e nacionais.

Parlamentares da oposição criticaram o projeto. O líder do PSDB no Paraná, senador Álvaro Dias, disse que o texto atribui à Ancine (Agência Nacional do Cinema) prerrogativas de agência reguladora do setor, o que apontaria a intenção do governo em censurar os conteúdos da TV paga.

"O projeto passa a permitir que a Ancine autorize ou não a programação de um canal de TV paga, defina qual é o seu horário nobre, podendo caçar, banir esse canal de ser veiculado. Portanto são poderes exorbitantes", declarou.

O líder do Democratas de Goiás, senador Demóstenes Torres, disse que seu partido pretende questionar na Justiça o conteúdo do projeto.

"Nós vamos questionar no STF tudo isso que consideramos censura, xenofobia, agressão à constituição, essa quantidade enorme de artigos inconstitucionais que colocaram dentro dessa lei", disse.

Mas o relator da matéria, senador Valter Pinheiro (PT-BA), negou qualquer intenção do texto em censurar conteúdos televisivos, e defendeu a sua aprovação.

"Não se trata de regulação cultural. É sim, na prática, um aspecto da regulação econômica com o objetivo inclusive de ampliar a concorrência, a diversidade da oferta", defendeu.

Apesar dos protestos da oposição, o projeto segue direto para a sanção da Presidente da República.

Mitos da população mundial


Epidemias, guerras, caos político, hábitos culturais... muitos fatores orientam a demografia de um país. Porém, em todas as partes, uma das principais características do século XXI será o envelhecimento da população, que pode ser estimado pelo aumento da proporção de idosos: 5,2% em 1950, 7,6% em 2010 e 16,2% em 2050

por Gérard-François Dumont

Demografia, somente tolices foram pronunciadas em seu nome...

“A humanidade tem uma natalidade desenfreada.” Não, pois há várias décadas as taxas de natalidade diminuem consideravelmente e em todos os lugares, em razão do que se convencionou chamar de “transição demográfica”, período durante o qual a população apresenta diminuição da natalidade e da mortalidade, antes muito elevadas.

“Devemos temer uma verdadeira explosão demográfica.” Podemos nos acalmar: a bomba não vai estourar. O maior fenômeno do século XXI não será o crescimento rápido da população, mas sim seu envelhecimento.

“Viveremos em um planeta esmagado pela superpopulação.” Não novamente, pois a concentração humana em pequenos territórios, induzida pela urbanização, leva ao despovoamento de outras regiões.

“Os fluxos migratórios Sul-Norte vão nos submergir.” É ignorar que as novas lógicas migratórias engendram mobilidades em todos os sentidos, entre as quais importantes migrações Sul-Sul.

Resumindo, “a população mundial” não existe: ela é um agregado sem significado, um somatório de realidades tão diferentes que usá-la significaria misturar alhos com bugalhos. Guiné e Portugal têm praticamente a mesma população (10,8 milhões de habitantes para o primeiro e 10,7 milhões para o segundo). Devemos deduzir daí que esses dois países ocupam uma posição similar na demografia mundial? Talvez não. Se os compararmos, todos os indicadores divergem: a taxa de crescimento natural da Guiné, por exemplo, é positiva (+ 3%), enquanto a de Portugal é negativa (− 0,1%).

Falar de indicadores demográficos da população mundial é apagar as dinâmicas particulares: aquelas de países com taxa de natalidade elevada e baixa expectativa de vida (como o Níger e o Mali) ou de países nos quais a taxa de natalidade é tão baixa que não compensa a taxa de mortalidade (como a Rússia e o Japão). No caso japonês, o aumento considerável da taxa de mortalidade nos anos 2000 não se deve a comportamentos de risco ou a uma deterioração do sistema sanitário, mas exclusivamente ao envelhecimento.

O mundo é composto de populações diversas, com indicadores diferentes e modos de povoamento variados, como é mostrado pelas extraordinárias variações de densidade (de 1.141 habitantes por quilômetro quadrado em Bangladesh a 5,9 no Gabão). Aqui também: considerar apenas as médias agregadas de um exemplo é condenar-se a não enxergar nada.

O século XX foi testemunha de uma evolução sem precedente: o povoamento da terra quadruplicou (de 1,6 bilhão em 1900 para 6,1 bilhões em 2000). Esse crescimento resulta da junção de quatro fenômenos. Desde o fim do século XVIII, certos países do hemisfério Norte começavam a apresentar uma queda da mortalidade (infantil, infantojuvenil e materna) que, no século XIX e depois no XX, espalhou-se nos países do Sul (na Índia, por exemplo, a partir dos anos 1920). As razões: avanços da medicina e da farmacêutica, difusão de comportamentos higiênicos e progresso técnico-agrícola que permitiu uma alimentação mais regular e variada. Em dois séculos, a porcentagem de recém-nascidos mortos antes de completar 1 ano de vida diminuiu 80% “em média” no mundo, mas ela foi dividida por cinquenta nos países mais desenvolvidos. A mortalidade de crianças e de adolescentes diminuiu de maneira ainda mais pronunciada, assim como a mortalidade materna, que trouxe como resultado uma mudança no equilíbrio entre os sexos: o sexo dito “fraco” se tornou demograficamente o mais forte – o que nunca tinha acontecido na história da humanidade.

Além disso, as pessoas idosas vivem mais tempo, em decorrência da melhora, desde os anos 1970, da medicina e das infraestruturas sanitárias. A mecanização de algumas atividades trouxe, entre outros benefícios, melhores condições de trabalho, contribuindo para aumentar a expectativa de vida, que quase dobrou em um século (de 37 anos em 1900 para 69 anos em 2010).

A baixa histórica da fecundidade provocou uma desaceleração demográfica clara: a taxa anual média de crescimento passou de uma máxima histórica de mais de 2% no final dos anos 1960 (muitos países se encontravam então em plena transição demográfica) para 1,2% em 2010. Em cinquenta anos, a população mundial aumentou 142%: de 2,5 bilhões em 1950 para 6,1 bilhões em 2000. Segundo a projeção média da ONU, a população deverá se elevar a 9,1 bilhões em 2050. Isso significa, no entanto, falar em excesso? Se esses 9,1 bilhões emigrassem para os Estados Unidos, deixando todo o resto da Terra deserto, a densidade dos Estados Unidos seria ainda inferior àquela da região de Île-de-France atualmente...

Envelhecimento inédito

O envelhecimento será o fenômeno inédito do século XXI. Ele poderá ser medido seja pelo aumento da proporção de pessoas idosas (5,2% em 1950, 7,6% em 2010 e 16,2% em 2050, segundo as previsões da ONU),1 seja pela evolução da idade mediana (24 anos em 1950, 29 anos em 2010 e cerca de 38 anos em 2050).2

Por um lado, o aumento da expectativa de vida amplia o círculo da terceira idade. Por outro, a diminuição da fecundidade reduz o efetivo de jovens; seus efeitos são particularmente importantes nos países em fase de “inverno demográfico”, nos quais a fecundidade está há várias décadas claramente abaixo do nível de renovação das gerações (cerca de 2,1 filhos por mulher em média). No caso desses países, somente uma promoção considerável da fecundidade (e não muito tardia, pois o número de mulheres em idade de procriar diminui sensivelmente) ou dos aportes migratórios de populações jovens e fecundas poderia permitir a manutenção do nível necessário para uma simples renovação das gerações.

Avalia-se o envelhecimento da população medindo a parte crescente das pessoas idosas em relação à população total. Mas é igualmente necessário medir o aumento do número absoluto de pessoas idosas de mais de 65 anos – o que chamamos de “gerontocrescimento”: 130 milhões em 1950, 417 milhões em 2000, podendo atingir 1,486 bilhão em 2050. Essa distinção entre envelhecimento e “gerontocrescimento” permite capturar as evoluções mais contrastadas, de acordo com o país. Em certos casos, esses dois fenômenos não evoluem de maneira idêntica, sob o efeito, por exemplo, de um sistema migratório atrativo para populações jovens e repulsivo para as populações idosas.

A urbanização aparece como um fenômeno importante, posto que em 2008, segundo os números das Nações Unidas (discutidos por modalidades, mas não no geral), os habitantes das cidades ultrapassaram em número a população rural pela primeira vez.3 Este é o grande paradoxo do século XXI: nunca a população mundial foi tão numerosa e nunca foi tão concentrada em espaços tão reduzidos: o mundo se “metropoliza” inexoravelmente sob o efeito de uma espécie de motor em três tempos.

O primeiro tem a ver com a predominância do setor terciário nos espaços urbanos mais populosos, que atraem uma população ativa disponível em razão do crescimento da produtividade agrícola. O segundo vem do desejo dos lares de ter um amplo leque de possibilidades de emprego, em um contexto de diversidade crescente de atividades, de mobilidade profissional desejada ou imposta, ou de pobreza no mundo rural. Enfim, as metrópoles são os territórios mais adequados à implantação de um “espaço-mundo”, facilitando muito as conexões. Além disso, elas dispõem de uma atratividade ligada a seu poder político, o qual depende de seu status institucional (capital regional, nacional, sede de instituições públicas internacionais), e às filiais estrangeiras de firmas transnacionais que se localizam principalmente nas grandes cidades.

A intensidade da concentração urbana difere muito entre diversos países: na Índia, 29% dos habitantes vivem em cidades, 33% no Congo, 73% na Alemanha e 79% nos Estados Unidos. Os fatores de explicação são muito variáveis. A alta taxa brasileira se explica principalmente pela herança da colonização, que fundou cidades encarregadas de assegurar o controle político e econômico do território e de centralizar a exclusividade dos intercâmbios com a metrópole portuguesa. A pequena taxa chinesa se deve em boa parte ao regime comunista, que durante muito tempo fixou seus trabalhadores rurais; nesse contexto, Pequim, com seus 12 milhões de habitantes, é uma capital pouco populosa em relação à importância demográfica do país. Em outros países, os conflitos desenraizaram as populações rurais, acentuando o peso demográfico de cidades como Bogotá, Amã, Calcutá ou Kinshasa.

Os países muito centralizados, como a França ou o Irã, dotaram-se de uma estrutura urbanamacrocéfala, na qual a capital política é dominante em todas as funções: econômica, financeira, universitária e cultural. Outros países, como a Espanha ou a Bolívia, tiveram uma urbanização bicéfala, dominada por duas cidades (Madri e Barcelona; La Paz e Santa Cruz); a Alemanha, por sua vez, está organizada em uma “rede urbana” mais equilibrada, que interliga diversas cidades hierarquizadas de maneira harmoniosa.

Uma paisagem demográfica inédita

Transições demográficas em curso nos diferentes países do Sul, “inverno demográfico” em certos países do Norte, envelhecimento da população, urbanização sem precedentes: eis o que desenha uma paisagem demográfica inédita. Soma-se a questão das circulações migratórias: 214 milhões de pessoas4 residem de modo permanente em um país diferente daquele em que nasceram – um número que não inclui nem refugiados nem deslocados.

Ao contrário do que diz o senso comum, as migrações são regulares e permanentes. E majoritariamente legais: hipermidiatizadas, as migrações clandestinas são estatisticamente ínfimas. A história e a geografia contribuíram para a construção de “pares migratórios” compostos de países. Eles podem se basear em uma proximidade geográfica − Burkina Faso e Costa do Marfim, Colômbia e Venezuela, México e Estados Unidos, Malásia e Cingapura, Itália e Suíça… – ou em uma história comum – Filipinas e Estados Unidos, Argélia e França, Índia e Reino Unido etc. –, enfim, relações herdadas da colonização e perenizadas, de jure ou de facto, depois da descolonização. Como no caso do movimento de urbanização, mesmo se fatores políticos (guerras, conflitos civis, regimes liberticidas) forçam a emigração, são os fatores econômicos que continuam sendo o motor principal.

No século XIX, a pobreza levou muitos espanhóis, suíços e italianos a emigrar para a América Latina. A demografia propriamente dita é um terceiro fator de migração: no século XIX, a França, em razão de uma diminuição muito precoce de sua fecundidade, tornou-se o único país europeu de imigração. No século XXI, a diminuição da população ativa em diferentes países desenvolvidos faz que se atraiam imigrantes sobretudo para cobrir um déficit de mão de obra em determinados setores profissionais.

Entretanto, a polarização entre países de emigração perdeu sua pertinência. As migrações são cada vez mais circulares: o Marrocos, por exemplo, é um país de emigração para a Europa e para a América do Norte; um país de trânsito para os migrantes da África subsaariana cujo destino final é a Europa; e um país de imigração para os migrantes da África subsaariana que acabaram finalizando – sem ter necessariamente planejado – seu percurso migratório.

Do mesmo modo, a Espanha é um país de emigração, sobretudo para as migrações empresariais para países do Norte ou da América Latina; um país de trânsito para os africanos que vão para a França; e um país de imigração do Marrocos, da Romênia ou da América andina. Para além da imagem cartográfica que poderia indicar um saldo migratório (que mascara a intensidade dos fluxos de imigração e de emigração) por país, evidencia-se hoje que a maior parte dos países assume os três papéis.


BOX

GLOSSÁRIO:

Idade mediana.Idade que divide as pessoas de um país (ou região) em dois grupos iguais.

Classes vazias. Gerações cujos efetivos são menos numerosos que aqueles das classes de idade precedentes e seguintes.

Despovoamento.Diminuição do número de habitantes em um território.

Despopulação.Déficit de nascimentos em relação às mortes. A despopulação não gera despovoamento se o saldo migratório compensá-la.

Expectativa de vida com boa saúde. Número de anos que um grupo de pessoas pode esperar viver, em média, sem uma deficiência importante.

Gerontocrescimento. Aumento do número de idosos em determinada população.

Inverno demográfico.Situação de um país cuja taxa de natalidade continua a diminuir no final da transição demográfica (ver definição),enquanto a taxa de mortalidade se estabiliza – isso acentua o envelhecimento das populações num ritmo mais ou menos rápido.

Migração empresarial.Migração internacional relacionada às decisões das empresas que fazem seus empregados migrar.

Migração econômica.Deslocamento internacional de pessoas que desejam trabalhar fora de seu espaço nacional, muitas vezes motivadas por uma desigualdade entre o país de origem e o de destino.

Migração familiar.Deslocamento de famílias ou de alguns de seus membros que vão se juntar a uma ou mais pessoas que migraram anteriormente.

Relação de dependência total.Número de jovens e de idosos relacionado à população adulta em idade de trabalhar. Os primeiros dependem dos últimos.

Relação de masculinidade média.Efetivos masculinos de uma população em relação a cem pessoas do sexo feminino.

Relação de masculinidade ao nascer.Efetivos de recém-nascidos do sexo masculino em relação aos recém-nascidos do sexo feminino.

Limiar de simples substituição das gerações.Índice de fecundidade necessário para que as mulheres de uma geração sejam substituídas por um número igual à geração seguinte, portanto, trinta anos depois

Taxa de crescimento natural. Diferença entre o número de nascimentos e o de mortes, em relação à população do ano considerado.

Taxa de mortalidade.Número de mortes durante um espaço de tempo (em geral, um ano) em relação à população do período.

Taxa de mortalidade juvenil. Número de crianças mortas antes de atingir 5 anos em relação a mil nascidos vivos no mesmo período.

Taxa de mortalidade infantoadolescente.Número de pessoas de uma geração mortas entre 1 ano completo e a idade adulta, portanto, crianças e adolescentes (geralmente antes da idade de 20 anos), em relação ao número de nascimentos dessa geração.

Taxa de mortalidade materna. Número de mulheres que morrem em decorrência do parto ou de suas consequências por 100 mil nascidos vivos em determinado ano.

Transição demográfica.Período durante o qual uma população passa de um regime de mortalidade e fertilidade elevadas para um regime de baixa mortalidade e depois de baixa taxa de natalidade



Gérard-François Dumont
Professor da Universidade de Paris-Sorbonne e presidente da revista Population & Avenir.

 
1 Estatísticas da divisão de população da ONU.
2 Ibidem.
3 Ler o dossiê “Mégapoles à l’assaut de la planète”,Le Monde diplomatique, abril de 2010.
4 Estatísticas “International migration 2009” da divisão de população da ONU.






segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Salvador

Fotos de uma cidade maravilhosa. Uma cidade bonita. Casa de uma gente feliz.

Uma cidade pobre, maltratada pelos governantes. Esqueceram de investir em tudo. Péssima distribuição de renda.

Cidade rica em cultura. Brota artista pelos cantos. Cidade da música, do teatro, da literatura. do Sol. A pobreza econômica enfraquece tudo. Só o Sol continua forte.

Everaldo Júnior














*estou tentando descobrir o nome do fotógrafo

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aprovado em concurso dentro das vagas tem direito à nomeação, garante STF


Aprovado em concurso dentro das vagas tem direito à nomeação, garante STF
Gustavo Henrique Braga
Diego Abreu
Publicação: 10/08/2011 21:16 Atualização: 10/08/2011 22:44

Os concurseiros ganharam um motivo para comemorar. Em julgamento de um recurso do estado do Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (10/08), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a administração pública tem a obrigação de nomear os aprovados em concurso em quantidade equivalente ao estipulado no edital. Isso tem de ocorrer dentro do prazo de validade do certame. Dessa forma, o tribunal acaba com a agonia de candidatos aprovados que ficam indefinidamente à espera da nomeação.

"Entendo que o dever de boa-fé da administração pública exige o respeito incondicional às regras do edital, inclusive quanto à previsão das vagas no concurso público. Tal fato decorre do necessário e incondicional respeito à segurança jurídica", afirmou o relator do julgamento, ministro Gilmar Mendes.

A posse tem que ocorrer durante o prazo de validade do processo seletivo. A conquista dos concurseiros tem impacto direto nas contas públicas, especialmente em um momento em que muitos certames federais foram paralisados devido aos cortes no orçamento.

O caso julgado tem repercussão geral, um mecanismo que determina que toda a Justiça brasileira siga o entendimento do STF. No recurso, o estado do Mato Grosso do Sul argumentou que não há qualquer direito líquido e certo à nomeação dos aprovados, de forma a preservar a autonomia da administração pública, "conferindo%u2013lhe margem para aferir a real necessidade de nomeação". A unanimidade dos votos, entretanto, foi pela obrigatoriedade das contratações, corroborando decisões anteriores do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na avaliação do ministro Carlos Ayres Britto, o Supremo decidiu claramente que existe o direito do candidato aprovado em concurso público a nomeação dentro do número de vagas oferecidas por edital. "Nós já vínhamos ampliando esse direito, para fazer dele não uma mera expectativa, mas uma qualificada expectativa de nomeação, mas essa decisão foi muito além, ao reconhecer para os candidatos nomeados o direito a respectiva nomeação, tirante situações excepcionalíssimas, em que a administração pública tem que declinar os motivos formalmente", afirmou Britto. Entre as situações excepcionais que justificariam a negativa de nomeação dos aprovados estão crises econômicas de grandes proporções, guerras e fenômenos naturais que causem calamidade pública.